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Última parte da história pessoal! Telma Guimarães nos brinda com um final emocionante. Não de deixem de ler!
Na última visita fomos contemplados com um delicioso suco de caju e uns biscoitinhos bem mineiros, recheados de goiabada.
Quando levantei meu copo, sabe qual o motivo da pintura na bandeja de azulejos? Um tucano, três filhotinhos e um gavião prestes a devorá-los!
Eu e o Alexandre achamos que aquilo tinha um significado, e na volta a Juiz de Fora, decidimos parar junto ao ninho de tucanos. E não é que com a nossa presença, um gavião que estava quase por abocanhar os filhotes, assustou-se e fugiu?
- Como a pintura da bandeja! - Exclamei.
- Telma, isso é extraordinário! Livramos os bebês tucanos de um triste fim! - Alexandre suspirou, aliviado.
Só voltamos para o carro depois de ter a certeza que a mãe dos filhotes estava por perto. Ela pareceu ter entendido, pois bateu as asas em sinal de reconhecimento. Logo depois, o marido chegou... Ou foi o marido primeiro e a companheira depois.
Acho que com isso tudo eu acabei apaixonando-me por tucanos. E por Cataguases, terra de gente culta, de jovens inteligentes, onde fiz amigos e aprendi muito!
=FIM=
Por Telma Guimarães
Escrito por Andrea Toledo às 10h16
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- Claro! É mesmo! Será que não foi por causa da nossa intromissão no seu ninho? Ele ficou chateado e nos tem perseguido?
- É é é ...Pode ser! Aquele clarão Alexandre?! Quem sabe ele não se transportou conosco ate aqui?
- Tem razão, mas só saberíamos, se ele pudesse falar ou...
Alexandre emudece, baixa a cabeça e mergulha em pensamentos.
Passados alguns minutos ele desperta daquele transe e:
- Quem sabe Telma, se voltássemos no tempo e espaço e nos remetêssemos até o local do ninho lá na estrada, não compreenderíamos o que está acontecendo?
- Que idéia mais absurda Alexandre! Como poderemos voltar no tempo e espaço?
- Ora, por que não podemos voltar no tempo, se pudemos nos transportar no espaço através daquele clarão? Por que não poderemos?
Zum... Zum... Zumm... Fomos tomados por uma luz intensa, que nos deixou não no ninho do tucano como imaginávamos, mas na residência de Nanzita, importante artista plástica cataguasense. Contemplamos então, um imenso painel de azulejos na fachada externa da casa chamado Festa Nordestina.
Zum...Zum... e nos encontramos na residência do escritor Francisco Inácio Peixoto com arquitetura de Oscar Niemeyer. De clarão em clarão fomos levados a todos os pontos históricos, arquitetônicos e culturais da maravilhosa Cataguases.
Alunos da 4ª série da professora Mônica/E. M. Flávia Dutra
Escrito por Andrea Toledo às 08h56
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- Vocês estão encantados com a nossa cidade, não é mesmo?! Pois bem, o que vocês já visitaram?
- Já conhecemos a Fazenda Rochedo, este hotel, onde estamos hospedados, o cartão postal da cidade que é a ponte metálica, o Santuário Santa Rita de Cássia, o Paço Municipal e a Escola Estadual Coronel Vieira. Por quê?
- Porque ainda há muitos lugares para conhecerem e se quiserem vou pedir a um guia para lhes conduzir aos pontos que ainda não visitaram, que tal?
- Por favor, vamos nos trocar e em vinte minutos estaremos prontos para o passeio.
Passados os vinte minutos, estávamos todos na portaria do hotel e saímos em direção ao Colégio Cataguases atual Escola Estadual “Manuel Inácio Peixoto” onde pudemos apreciar o painel “Tiradentes” de Cândido Portinari, uma réplica, pois, o original se encontra em São Paulo no Memorial da América Latina; a escultura O Pensador de Jan Zach, os belos jardins e a arquitetura belíssima de Niemyer. Fiquei encantada com o que vi e comentei com Alexandre:
- Já sabia da grandiosidade da cultura de Cataguases, mas não podia imaginar como é grande a magia que a envolve e fico cada dia mais fascinada com o que tenho visto e escutado sobre esta cidade.
- Ora Telma! Sinto o mesmo que você, e além da riqueza cultural, estou ficando cada dia mais intrigado com o companheiro que insiste em nos acompanhar, olhe só à sua esquerda, mas não faça movimentos bruscos.
Virei-me lentamente, como Alexandre havia e pedido, e pude vê-lo com suas penas negras e bico colorido.
- Gostaria de poder tocá-lo novamente e quem sabe assim, entender o porquê deste tucano nos acompanhar a todos os lugares por onde vamos desde quando estávamos na estrada a caminho daqui. Se lembra?
Alunos da 4ª série da professora Mônica/E. M. Lysis Brandão da Rocha
Escrito por Andrea Toledo às 10h58
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